O sorteio do amigo secreto falha mais do que parece

Em 63% das tiragens com papelinhos alguém tira o próprio nome, e o atalho da lista nunca é justo. Os números, e como ter um sorteio que todos conferem.

Última atualização: outubro de 2026.

Os papelinhos: justos, mas trabalhosos

Num sorteio com papelinhos, ninguém pode tirar o próprio nome. A partir de 4 pessoas, só cerca de 37% das tiragens saem sem ninguém com o próprio nome: nos outros 63% é preciso repetir, e em média são precisas quase três tentativas.

Tirar os papelinhos e repetir até sair válido é justo: todos os sorteios possíveis têm a mesma probabilidade. O custo é outro: as repetições cansam o grupo, e quem organiza acaba muitas vezes a ver os nomes.

O atalho da lista nunca é justo

Para evitar as repetições, há quem baralhe a lista e dê a cada pessoa o nome seguinte, com a última a oferecer à primeira. Nunca falha, mas também nunca é justo: forma sempre uma roda única, e há sorteios válidos que nunca podem sair.

Com 7 pessoas há 1 854 sorteios válidos, e 1 134 deles nunca saem por este método. Também nunca sai um par mútuo, em que duas pessoas oferecem uma à outra.

Os pares mútuos

Num sorteio justo, em cerca de 39% dos casos há pelo menos duas pessoas que oferecem uma à outra. Não é um erro do sorteio, é matemática, mas há grupos que preferem evitar isso. O agrupa.me tem essa opção: quem organiza liga «evitar pares mútuos» e, com ela, são precisos pelo menos 3 membros.

Um sorteio que todos conferem

No agrupa.me, nem o serviço nem quem organiza escolhe o resultado. Cada membro contribui com um número gerado no seu telefone, e a semente do sorteio sai de todas essas contribuições.

Antes do sorteio, o grupo vê uma impressão digital da semente; no fim do jogo, a semente é publicada e qualquer membro refaz as contas na página de verificação do grupo. Se o resultado não bater certo, vê-se.

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